quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Tremeria a Terra :

Tremeria a terra  cheia de frio
se tu ó sol deixasses de brilhar
seria como a água  parada no rio
e os peixes não pudessem nadar

contra as nuvens incendiárias
sobre as membranas da terra
marés vivas,tornando-se Párias
num mundo em guerra

seria como o aloendro sem
florir
as paisagens ficariam tristes
sem o colorido das flores
seria um coração doendo
na primavera a sorrir


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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Que Bem eu te quero Portugal:

Caiem dos meus olhos lágrimas doces com sabor a sal
brotam das entranhas de mim!
em gritos de revolta aprisionados no meu peito
em tamanha agitação,queimando-me como cal
que bem eu te quero meu Portugal
esquartejado desmembrado,corre o teu sangue
pelo mundo fora,nos teus filhos que todos os dias
partem carregados de pesares,daqueles de quem se apartam
cântaros de sonhos,que se esvaziam, amores,que se deixam ficar
acabando por murchar,sol a brilhar fraco nos mármores brancos
das almas que fugiram
na terra árida de esperançara,deste pais!ainda Ser um Imenso Portugal
conchinhas de brincar jazem no areal partidas,são lágrimas de marinheiros
que desbravaram sete mares,navalha que não cortava a vontade de navegar
na noite de silenciosos quereres,desbaratam-se as vontades perdidas nas estradas
da vida
sem direcção definida, rosas desventradas sem perfume, espalhadas pelo chão
deste lindo roseiral que foi este lindo Portugal
lindos alaranjais à beira mar plantados,a florir nos aromas da flor  de laranjeira
nos ramos das meninas casadoiras, que já nem parem meninos cheios de esperanças
enchendo o ar com brincadeiras de criança a florir nas traquinices da infância
sufoco no grito da raiva que trago em mim...

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sonho:

Estava aportada na margem dos meus sonhos
 a tua linda imagem, que só os meus olhos viam
tocados pela beleza tardia, da aurora boreal 
numa primavera límpida sem igual
todos os campos estavam em flor,no murmúrio
das árvores ouvia o pulsar do coração do tempo
e o dia tornou-se quente,aquecido pelos raios do sol
a terra vestiu-se de alegria
a solidão e dor, foram banidas pelo canto dos pássaros
a esperança voltou a florir nos goivos  do meu jardim
as canoas navegam no mar,
a glória renasce na muralha erguida,em todo o esplendor
 e dos lábios das mulheres brota a palavra amor
sobre as ondas dos mares brancas de espuma,borboletas
dançam na frente dos meus olhos
que me fazem sonhar neste belo momento de ilusão,onde só ouço
o bater ritmado do meu coração

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

No silencio:

No silencio agonizante da tarde
o sol despede-se da terra
parte para longe,procurando outros
céus
deixando-a mergulhada nas trevas
onde se dissipam os últimos olhares de fogo
sobre os mares
tudo se torna triste e frio,porque o sol deixou
de brilhar,sobre as árvores
assim fica o meu coração, quando teus olhares
evito,para não veres que me agito
nesta frieza mentida,para que minha alma não fique
retida
nesta paixão que me incendeia,no feitiço do teu olhar
no reflexos do luar

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Tanto frio:

Tanto frio que o meu coração sente
nas noites em que te ausentas de mim
deixando-me sós
nas sonolências que a noite derrama,
sobre a terra,quando o dia declina
e a noite vem para te levar
procuro-te nas cercanias das madrugadas
quando as auroras se vestem de esperança
no azul marinho das águas turquesas, onde há fadas
prendadas
e as minhas emoções se agigantam,na volúpia
ondeante das vagas
adormeço finalmente,cansada de esperar por ti
deitada nas finas areias douradas,no remanso
da minha solidão
enregelada do frio que o meu coração sente
nas noites que te ausentas de mim
sinto o teu perfume,
esparso e diluído na maresia
dos meus sentidos na crisálida  ténue do amanhecer

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sábado, 25 de janeiro de 2014

Terra:

Terra terra que adormeces-te
na preguiça que te fez sono
no morno bafo do sol
acorda que se faz tarde,na quimera dos
sonhos
no enredo das teias que o tempo te teceu
que te aprisionarão se tu não despertares
com o doce sibilar do vento
que te canta a melodia já se faz dia,no calor
do sol a roçar-te os lábios,que te faz sede
de viver
no teu ventre trazes as sementes germinadas
de esperança que acaricias com carinho
 no aroma das camélias que perfumam o teu caminho



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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ainda não sei ao que vim:

Tenho um livro que não li
porque nunca o abri
vivo num vagar apressado
tudo está condicionado
ouço o meu coração
a procurar por mim
meu coração bate bate
na frescura da manhã
nos cheirinhos a hortelã
no caminho por onde vim
rosas purpuras do meu jardim
florescem  assim, dia sim dia sim
rosas perfumadas de azul matriz
são lembranças feitas de giz
na ardósia onde escrevi
que não se apagaram por um triz
regatos de água cristalina retidos
na minha retina são lágrimas minhas
lirios roxos flor de jasmim
são prados verdes a florir no alecrim
"mas eu ainda não sei ao que vim"
borboletas de mil cores matizadas
são saudades minhas à beira da estrada
plantadas


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